sábado, 30 de julho de 2011

Pra vida toda…


Relutei um pouco para começar a escrever esse post, pois não queria deixar transparecer, de uma forma totalmente objetiva, o que estou sentindo neste momento, porém, agora, é algo impossível, já que preciso desabafar com alguém.
É complicado entender o motivo que nos leva a fazer alguma coisa depois que essa coisa não faz mais sentido… Sei lá, a ocasião faz o ladrão… o momento nos tira a razão!
 Estou tratando sobre isso pelo fato de que estive pensando sobre o “pra sempre“. Atire a primeira pedra que nunca usou, ou ainda usa, essa pequena frase que nos leva a grandes desejos ou frustrações.
É, podem pensar:
-Ah, mas ele só está criticando isso bem porque ele já foi frustrado em relação a isso!
Sim sim sim, pois é sempre assim. A gente não gosta de uma música ou porque não entende a letra ou porque não sabe dançar.
Sempre acreditei muito no sempre e, hoje, ao retornar para aquilo que um dia eu fui, ou com o próprio título do blog diz, à “história de tudo o que vi e vivi”, percebi que a expectativa do sempre influenciava todas as minhas decisões e tragédias. Tudo o que eu fazia, tudo o que eu pensava, tudo o que eu era, enfim, tudo mesmo, era ditado pela esperança do sempre
Mas aí vem o Renato Russo e me faz entender “que o pra sempre, sempre acaba…”, então, parte de mim ficou incompleta, as coisas fizeram, ou não, mais sentido. O tempo desgasta tudo e se não tivermos maturidade para resgatar isso, então, acaba.
Os meus “pra sempre” não tiveram um final de conto de fadas, até porque o sapo já desistiu de virar príncipe a muito tempo e os felizes para sempre eu deixo à cargo da Disney.
Agora, até fico feliz por ter sido assim mesmo, pois imagine quão tedioso é osempre
sempre é o infinito em que nós acreditamos de graça, talvez porque, para nós, o que é infinito é sagrado, logo, o amor, como algo sagrado, tem que ser pra sempre.
Seria tão bom se fosse assim, mas “o meu amor é sempre o mesmo: As andorinhas é que mudam.”. (Mário Quintana - Poeminha Sentimental)

Não-Lugar...?


É engraçado perceber como realmente análises são pertinentes quando as vemos na prática.
Até que esse tempo sozinho está me fazendo repensar certos valores, certos conceitos que antes negava agora se fazem positivos… é como se minha veia cética virasse profissão de fé.
E eu que sou adepto ao “tudo líquido”, ode ao passageiro, ao efêmero, ao não-lugar e enquanto estou aqui, a observar e a ser observado, em um típico não-lugar da super-modernidade… e não é que percebo subjetividade aqui!
"O não-lugar é o contrário da utopia: existe e não
alberga sociedade orgânica alguma..." - Augé, 2005.
Será que a dinâmica social aqui é tão formal? Ainda acho que há relação, não digo entre os passageiros, se assim for mais aceitável, mas me recuso pensar que, à la Marx, por mais alienante que seja o trabalho, quem aqui trabalha acaba criando uma relação de cunho pessoal com aqueles com quem se trabalha.
De certa forma, como trata Stuart Hall, acredito que haja uma identificação, não total, pois não sou adepto à totalidades, mas, se pensarmos, para nós, que somos meros passageiros do trem do destino, somos anônimos, estranhos, mas entre os que trabalham há, sim, identificação… não há anonimato.
É o relativismo atuando da forma que deve atuar.
No fim, nada melhor que o bom e velho Geertz… Se despir das idéias pré-concebidas.
Amém!
Brasília(Novo Terminal), 30/09/10.

Para Catalão (GO)

A cidade que me acolheu... Saudades.

Por assim dizer, despedida é tão difícil, ainda mais quando o que fica é o que se quis achar.
É com lágrimas nos olhos que vejo findar no horizonte quem mais me acolheu tão bem. Que apesar dos estranhamentos, tornamo-nos iguais… é por isso que é tão difícil.
E as lágrimas que caem não são, somente, de tristeza, mas de alegria em saber que o que cá ficará será parte eterna de um todo que, incondicionalmente, faz falta desde já.
Enquanto olho a soturnez da estrada penso em como serei a partir do que vivi… penso eu, aprendi muito mais do que ensinei e sinto necessidade, já, de ter novamente.
Acreditando na brevidade, liquidez das coisas, uma coisa é fato: “A roda do mundo continuará a se mover, mas ela vai fazer o mesmo caminho nem que seja através das lembranças!”
Não acreditar no fim não é excesso de otimismo, mas sim dose de realidade… Não é utopia, mas é olhar, também, a contra-mão.
(Catalão - Brasília, 29/09/10, com lágrimas nos olhos)

E é de madrugada…

Sono...

E é de madrugada e eu aqui pensando… às 01h30min.
É complicado a gente ter sono e não conseguir dormir… deve ser problema de educação do sono! Ele precisa ser “moldado” pelas instituições reguladoras.
Porque eu devo estar tratando sobre isso?
Sei lá, poderia estar pensando nas coisas novas que andei fazendo…, em certas loucuras, boas, que estou prestes a fazer… Ai meu deus, será que até nisso sou academicista, um parnasiano, ou como me dizem por aí, um “supra sumo do intelecto”?
Ai, sei lá… estou muito sem sono! Eu poderia estar lendo algo sobre Antropologia, Filosofia, Poesia… até outros blogs, mas faz muito tempo que não escrevo por aqui, acho que estava na hora de atualizar já.
Mas voltando ao assunto do sono.
Sim, devo realmente educar, pois, não por vaidade e tals, mas por motivos de saúde… Acho que esse mundo contemporâneo acabou com o nosso prazer em dormir, agora é o tempo do capital mesmo! Abaixo o tempo biológico e nada de tempo ecológico e tempo estrutural!
O que importa é produzir…, então, o sono atrasa a produção, logo, para que dormir se teremos uma eternidade para tal?
E olha que nem sou marxista para pensar dessa forma!
Estou brincando de “falar” sobre capital, trabalho, objetividade, etc.?
Putz, devo estar com sono mesmo!
Boa noite!

Insônia...


Tempo…!
O que fazer se quando nós olhamos para trás e notamos que:
- Caramba, como passou rápido, né? O mundo andou e eu fiquei!
É, realmente as coisas andam… Hoje mesmo, ontem, na verdade, eu me dei conta de que as agendas nos fazem sentir certas coisas estranhas, pois, ao olhar a minha, percebi que o mês de fevereiro tinha apenas mais duas páginas, logo, após a elas, findar-se-ia esse mês, logo, iniciar-se-ia o mês de março! O mais incrível é que eu nunca olho a minha agenda, porém, acho que precisamos “surtar” ou, como dizem certas pessoas que me rodeiam indiretamente, “neurar” com alguma coisa, senão não estaremos sendo seres tão complexados com nossa existência!
Meu Deus, agora ficou démodé não ser existencialista! Parece que todo mundo deu para ler Sartre, Simone de Beauvoir, Kierkegaard, Husserl, Nietzsche, etc. Realmente, seria tão bom se assim fosse, mas, sei lá, posso criticar modismos, porém, o somente criticar está na moda, também!
Disponível em: rwqbeleza.blogspot.com
De certa forma, à la Sartre, “O homem está condenado a ser livre”, logo, eu tenho toda a liberdade para criticar como, também, todos têm toda liberdade de se tornarem/serem existencialistas, mesmo que sem ler “O existencialismo é um humanismo”, uma das grandes obras do filósofo… Sartre.
É… por hoje chega! A insônia já está a acabar e o sono terá, obrigatoriamente, que vir, pois, senão, será mais um dia sonolento, não-aproveitável!
O tempo está aqui… a me olhar e me fazer pensar!
Realmente, serei eu, também, adepto ao existencialismo? A moda, até nisso me cooptou?
Sim? – Não?
É mais um assunto para eu discutir com a minha grande parceira de conversas existencialistas…!
Martelaremos nossas cabeças a fim de entendimentos e discordâncias!
Ou como ela mesma diz:
- Sim, concordo!
“Eu também concordo!”.
Fique!

...!


Disponível em: www.castelinhobranco.com/tvqv/conceito.
Saber…!
É difícil estar certo do que realmente se quer! Ainda ontem eu imaginava que desculpas não eram necessárias, mas hoje, enfim, percebi que o orgulho nem sempre é o que há de mais certo, mais exato…
Entre curvas mal definidas, retas mais do que tortas, as notas dissonantes começaram fazer mais sentido… a essência do que críamos se tornou a tragédia de mais um dia, corrido, fugaz. Não necessariamente o ontem tem de ser pior que o hoje e nem o amanhã pode/deve negar o que foi… não mais!
Mas, e aí? Há o que fazer? Ainda poderemos correr para os braços e pedir conforto? Ainda seremos as crianças das brincadeiras, mas que as preocupações nos tiraram o castelo?
É isso… é essa a angústia? Angústia? Metafísica? Estamos preparados para a consciência do nosso ser?
Toda a liquidez nos atormenta, pois estamos acostumados com a solidez…, mas, ai, meus caros, é a modernidade líquida, é a efemeridade sentimental, é o “eu te amo, hoje, mas amanhã, talvez!”.
Saber…?
Vale a pena, mesmo? Os dois lados de todo esse esclarecimento… Desencanto ou Emancipação?
Saudades? Quem sabe, um dia!
O que quero mesmo é chorar risos em circos e rir lágrimas em despedidas!
Reticências…?
É a vida, que passa!

Justificativa...

Eu tinha um blog: http://gbemerguy.blog.terra.com.br/ o qual eu gostava muito mesmo, porém, talvez por destino ou descuido, perdi a senha desse blog, aí me vi só, perdido... sem ter com quem "conversar". Decidi, então, fazer um blogger.
Irei repetir os posts mais importantes..., mas quem tiver curiosidade, pode reler os mais antigos no endereço acima.