Relutei um pouco para começar a escrever esse post, pois não queria deixar transparecer, de uma forma totalmente objetiva, o que estou sentindo neste momento, porém, agora, é algo impossível, já que preciso desabafar com alguém.
É complicado entender o motivo que nos leva a fazer alguma coisa depois que essa coisa não faz mais sentido… Sei lá, a ocasião faz o ladrão… o momento nos tira a razão!
Estou tratando sobre isso pelo fato de que estive pensando sobre o “pra sempre“. Atire a primeira pedra que nunca usou, ou ainda usa, essa pequena frase que nos leva a grandes desejos ou frustrações.
É, podem pensar:
-Ah, mas ele só está criticando isso bem porque ele já foi frustrado em relação a isso!
Sim sim sim, pois é sempre assim. A gente não gosta de uma música ou porque não entende a letra ou porque não sabe dançar.
Sempre acreditei muito no sempre e, hoje, ao retornar para aquilo que um dia eu fui, ou com o próprio título do blog diz, à “história de tudo o que vi e vivi”, percebi que a expectativa do sempre influenciava todas as minhas decisões e tragédias. Tudo o que eu fazia, tudo o que eu pensava, tudo o que eu era, enfim, tudo mesmo, era ditado pela esperança do sempre…
Mas aí vem o Renato Russo e me faz entender “que o pra sempre, sempre acaba…”, então, parte de mim ficou incompleta, as coisas fizeram, ou não, mais sentido. O tempo desgasta tudo e se não tivermos maturidade para resgatar isso, então, acaba.
Os meus “pra sempre” não tiveram um final de conto de fadas, até porque o sapo já desistiu de virar príncipe a muito tempo e os felizes para sempre eu deixo à cargo da Disney.
Agora, até fico feliz por ter sido assim mesmo, pois imagine quão tedioso é osempre…
O sempre é o infinito em que nós acreditamos de graça, talvez porque, para nós, o que é infinito é sagrado, logo, o amor, como algo sagrado, tem que ser pra sempre.
Seria tão bom se fosse assim, mas “o meu amor é sempre o mesmo: As andorinhas é que mudam.”. (Mário Quintana - Poeminha Sentimental)

