É engraçado perceber como realmente análises são pertinentes quando as vemos na prática.
Até que esse tempo sozinho está me fazendo repensar certos valores, certos conceitos que antes negava agora se fazem positivos… é como se minha veia cética virasse profissão de fé.
E eu que sou adepto ao “tudo líquido”, ode ao passageiro, ao efêmero, ao não-lugar e enquanto estou aqui, a observar e a ser observado, em um típico não-lugar da super-modernidade… e não é que percebo subjetividade aqui!
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| "O não-lugar é o contrário da utopia: existe e não alberga sociedade orgânica alguma..." - Augé, 2005. |
Será que a dinâmica social aqui é tão formal? Ainda acho que há relação, não digo entre os passageiros, se assim for mais aceitável, mas me recuso pensar que, à la Marx, por mais alienante que seja o trabalho, quem aqui trabalha acaba criando uma relação de cunho pessoal com aqueles com quem se trabalha.
De certa forma, como trata Stuart Hall, acredito que haja uma identificação, não total, pois não sou adepto à totalidades, mas, se pensarmos, para nós, que somos meros passageiros do trem do destino, somos anônimos, estranhos, mas entre os que trabalham há, sim, identificação… não há anonimato.
É o relativismo atuando da forma que deve atuar.
No fim, nada melhor que o bom e velho Geertz… Se despir das idéias pré-concebidas.
Amém!
Brasília(Novo Terminal), 30/09/10.

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